Garimpagem ilegal e Crimes Ambientais são combatidos em Peixoto de Azevedo

Operação Tolerância Zero a Crimes Ambientais envolveu Polícia Ambiental, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Ministério Público Estadual
Garimpagem ilegal e Crimes Ambientais são combatidos em Peixoto de Azevedo

Mais uma operação foi desenvolvida a pedido do Ministério Público Estadual na Bacia Hidrográfica do Rio Peixoto, principalmente de repressão a extração mineral ilegal e de degradação ambiental na modalidade balsa/draga.

Nesta semana uma junção de forças envolvendo a Polícia Ambiental de Mato Grosso e a Marinha do Brasil com a utilização de logística de transporte pluvial e terrestre, e policiais fortemente armados, fez um verdadeiro pente fino nas águas e leitos dos rios, onde por meio de ações de inteligência investigativa foram constatadas atividades clandestinas e irregulares de garimpagem.

Segundo o Promotor de Justiça, Marcelo Mantovani Beato, a exploração estava ocorrendo fora dos limites permitidos e em muitas situações, sem as devidas licenças ambientais, provocando assoreamento, erosões, contaminação das águas, destruição da mata ciliar, entre outros graves danos ambientais, como o deslocamento do curso do rio.

A Tenente Joelma - do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), relatou que a instituição cumpriu a sua missão de fiscalização ostensiva e repressiva aos crimes ambientais, justamente alicerçada no trabalho minucioso de levantamento feito pelo Ministério Público Estadual de mapeamento das áreas ilegais de garimpagem com altíssimo impacto poluidor na região Vale do Rio Peixoto.

Na operação ‘Tolerância Zero a Degradação Ambiental’ foram apreendidas: 03 Máquinas PC, 01 Trator de Esteira, 03 Motores Estacionários, 01 Balsa com Motor e Barco, além de 02 Pistolas 380, 01 Revolver 38, 01 Espingarda 28 e Munições.  

Ela lembrou que alguns garimpeiros foram conduzidos e multas foram aplicadas devido ao descumprimento da legislação ambiental.

Os órgãos fiscalizadores deixaram claro, nítido e evidente que as ações de fiscalização e repressão as atividades ilícitas de garimpo deverão se tornar rotineiras, e cada vez mais severas, resultando em multas e autuações administrativas e criminais por extração ilegal de minério e crimes ambientais, entre eles, o desmatamento sem autorização, poluição de recursos hídricos e uso de substância perigosa (mercúrio).

“Além disso, iremos pedir ao judiciário que haja a recomposição ou recuperação da área degradada e a disponibilização dos maquinários às prefeituras municipais para que usem nas mais diferentes frentes de trabalho em benefício da população urbana e rural”, salientou o Promotor de Justiça Dr. Marcelo Mantovani Beato.

Para as demais operações deverão ser acionados a Polícia Federal, IBAMA, Marinha do Brasil, Polícia Militar, Polícia Civil, SEMA-MT e o Batalhão de Polícia Ambiental.

Fonte Olhar Notícias

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